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É de meu costume a cada final do dia escrever em meu caderno, ao menos uma página, narrando os principais acontecimentos do período: Hoje o dia foi ótimo! Reencontrei velhos amigos, programei uma viagem... Minha filha aprendeu a ler, escrevi uma poesia, Fidel renunciou, terminei de ler um romance, chorei ao ver o filme ...
De tempos em tempos, sem data pré-programada, faço um balanço dos fatos. Assim penso no que foi válido, no que foi inútil, no que poderia ter sido, no que ainda poderá ser, no que poderia mudar, no que poderia manter, em relação a minha vida pessoal e a sociedade em que vivo.
A cada ano, inicio um novo caderno, assim como uma nova vida, com novas esperanças, novas planos, novas perspectivas. Não escrevo nesse caderno somente acontecimentos, tenho o cuidado de deixar páginas em branco, as quais permito uma intromissão “poética” sobre os fatos que antecedem estas páginas. Nelas posto poesias, contos, parábolas e cantos que sugerem reflexão sobre os fatos ocorridos.
Por vezes leio em livros, jornais, revistas ou escuto em músicas, frases que marcam de forma significativa algumas passagens de minha existência humana. Porém, com o passar dos tempos, algumas são esquecidas, perdidas, outras são abandonadas em algum papel avulso no qual foram anotadas. Quando as encontro, releio uma por uma, analiso se ainda fazem sentido para mim, se ainda se encaixam em meus princípios e pensamentos, me esforço para recordar em que momento foram importantes, e qual fora seu significado imediato. Jogo fora as que hoje já não fazem sentido, guardo as que me marcaram profundamente.
Passo a limpo, em meu caderno, as frases que ainda me tocam, com um remorso profundo de não conseguir recordar o porque da importância de ter anotado as outras. Mas o fato é que estamos sempre em transformação. Não muda apenas o ano, não muda apenas o caderno, mas muda também nossas vidas, nossos interesses, nossos sonhos, amores, amigos, trabalho. Estamos sempre de mudança. Percebo como a vida escorrega em nossas mãos, como o tempo modifica nossa essência. O que hoje não tem significado amanhã pode ser primordial, assim como o que hoje importa consideravelmente, em um futuro não muito remoto, pode vir a depreciar.
Quero neste blog postar algumas das frases, poesias e canções que em algum momento marcaram a minha vida, para que daqui a um tempo, não mais perdidas em folhas avulsas e amareladas, elas possas me lembrar momentos significativos que vivi, e desta forma me fazer enxergar o quanto mudei. E também para que as pessoas com quem me importo e que se importam comigo, conheçam um pouquinho mais de mim e das coisas que gosto.
Cristiane Moreira (Cris*Magali*)
sábado, 22 de março de 2008
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
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Disse a raposa ao principezinho:
"- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo...
E voltou, então, á raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
-Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante...
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas..."
Antoine de Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe)
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Disse a raposa ao principezinho:
"- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo...
E voltou, então, á raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
-Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante...
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas..."
Antoine de Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe)
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